05596nam a2200169 a 450000100080000000500110000800800410001910000180006024501180007826000230019650001010021952050430032065300090536365300190537265300160539165300190540710872092014-04-22 2012 bl uuuu m 00u1 u #d1 aVIEIRA, R. L. aAspectos fisiol??gicos e fitossanit??rios na micropropaga????o para a obten????o de alho-semente livre de v??rus. a2012. 193 f.c2012 aTese (Doutorado em Ci??ncias)- Universidade Federal de Santa Catarina, Florian??polis, SC, 2012. aCom uso intensivo de m??o-de-obra, tecnologia e capital, a cultura do alho no Brasil tem viabilizado a pequena e m??dia propriedade nas principais regi??es produtoras, sendo portanto, de grande import??ncia s??cio-econ??mica. O alho (Allium sativum L.), por ser propagado vegetativamente, facilita a dissemina????o de pat??genos, como v??rus, favorecendo o aparecimento de doen??as complexas, pelo ac??mulo de diferentes esp??cies virais numa mesma planta, acarretando diminui????o da produtividade e da qualidade do produto. Uma das t??cnicas mais utilizadas para limpeza clonal de alho ?? a cultura de meristemas. Apesar de muito utilizada para elimina????o de viroses, percebe-se que h?? uma defici??ncia nos protocolos atualmente utilizados no que se refere ?? qualidade da semente produzida. Isto pode estar ligado aos fatores fisiol??gicos, fitossanit??rios e, principalmente, ?? inexist??ncia de estudos para o desenvolvimento de protocolos de limpeza clonal mais eficientes. O presente trabalho teve como objetivos: (i) estudar o padr??o de organiza????o morfol??gica da bulbifica????o em alho, descrevendo os efeitos dos fatores envolvidos nesse processo; (ii) estudar a morfog??nese de plantas de alho in vitro atrav??s de avalia????es de componentes de meios de cultura e de fatores ambientais que afetam a indu????o de bulbos; (iii) avaliar as altera????es de subst??ncias end??genas durante o crescimento das plantas e seus efeitos sobre o processo de bulbifica????o; e (iv) desenvolver um m??todo de crioterapia para remo????o do complexo viral do alho a partir do estabelecimento de um protocolo de criopreserva????o. No Cap??tulo I, al??m de um estudo do padr??o morfol??gico da bulbifica????o, ?? apresentada uma revis??o atualizada dos temas abordados no trabalho com o referencial te??rico e as informa????es dispon??veis at?? o presente. Para o estudo da morfog??nese de plantas de alho in vitro foram avaliados os efeitos de tipos e concentra????es de reguladores de crescimento e de carboidratos, de per??odos de vernaliza????o dos explantes, e os efeitos dos regimes de temperatura e fotoper??odo sobre a diferencia????o de gemas de bulbos. As dosagens dos n??veis end??genos de ??cido Abs??ciso e a????cares sol??veis totais foram realizadas por testes imunoenzim??tico-ELISA e pela t??cnica colorim??trica fenol-sulf??rico, respectivamente. O desenvolvimento do protocolo de criopreserva????o foi efetuado mediante exposi????o de ??pices caulinares nas solu????es de vitrifica????o PVS2 e PVS3. Posteriormente, a solu????o com melhor desempenho foi utilizada para crioterapia. A crioterapia foi comparada com os m??todos tradicionais de limpeza de v??rus em alho. Os resultados aqui apresentados mostram evid??ncias de que plantas de alho cultivadas in vitro tamb??m apresentam respostas morfogen??ticas para a diferencia????o e desenvolvimento de bulbilhos do tipo termo-fotoperi??dico dependente. Ficou evidenciado que o tempo de exposi??a?? ao frio reduz a sensibilidade ao fotoper??odo para a indu????o da bulbifica????o. Os resultados sugerem a participa????o do ??cido Absc??sico e dos carboidratos sol??veis, respectivamente, como agentes inibidores e indutores da bulbifica????o, em resposta ?? est??mulos clim??ticos como temperatura e fotoper??odo. Para identificar a real import??ncia desses compostos nesse processo, sugere-se um estudo minucioso da histodiferencia????o de bulbos para identificar com maior precis??o o momento exato da diferencia????o durante a ontog??nese das plantas. A solu????o de vitrifica????o PVS3 proporcionou a maior taxa de sobreviv??ncia de explantes criopreservados, e foi utilizada no tratamento de crioterapia para erradica????o do complexo viral do alho. Entre os diferentes m??todos de limpeza de v??rus avaliados neste trabalho, a crioterapia de ??pices caulinares, associada ou n??o com a termoterapia, apresentou a maior taxa de elimina????o de Onion yellow dwarf virus (OYDV), Garlic common latent virus (GCLV) e, principalmente de Leek yellow stripe virus (LYSV), ausente em 100% das amostras sobreviventes. A imunolocaliza????o de OYDV revelou a presen??a do v??rus em quase todas as partes do ??pice caulinar, incluindo a por????o distal do domo meristem??tico e os prim??rdios foliares. A distribui????o dessa esp??cie de v??rus em tecidos de ??pices caulinares de alho pode estar associada com o desenvolvimento de plasmodesmos e sua capacidade de dar suporte a sua circula????o. Apoiado nessas observa????es, sugere-se que Onion yellow dwarf virus (OYDV) invade eficientemente as c??lulas de ??pices caulinares de alho. Os resultados obtidos a partir desse trabalho de tese ampliam a base cient??fica e permitem aprofundar a compreens??o dos fatores associados a morfog??nese de plantas de alho in vitro. O estabelecimento de um protocolo completo de criopreserva????o de alho se configura em uma ferramenta para erradica????o de viroses em plantas de alho e, sobretudo, para o estabelecimento de um programa de conserva????o de germoplasma dessa esp??cie. aAlho aBulbifica????o aCrioterapia aVernaliza????o