05371naa a2200169 a 450000100080000000500110000800800410001910000180006024501450007826000090022352048630023265300170509565300120511265300200512470000160514477300410516011300932020-10-26 2020 bl uuuu u00u1 u #d1 aFELIPPETO, J. aIndices de polifen??is totais de vinhos de altitude de scbsubs??dios para a compreens??o da tipicidade dos produtos.h[electronic resource] c2020 aO vinho ?? um produto com uma grande complexidade qu??mica e em progressiva evolu????o nos seus componentes, constituindo um real desafio para a comunidade cient??fica, empresas e consumidores. De fato, as principais caracter??sticas sensoriais dos vinhos, como a cor, o sabor e o aroma, resultam da presen??a de in??meros compostos org??nicos provenientes da uva e das suas din??micas qu??micas que se sucedem durante a elabora????o e envelhecimento. Dentre as subst??ncias respons??veis pela intensidade sensorial e pela cor dos vinhos tintos, est??o os polifen??is, uma classe de metab??litos localizados principalmente nas cascas e sementes. Altos valores do ??ndice de Polifen??is Totais (IPT) denotam vinhos qualitativamente superiores, evidenciando propriedades sensoriais como sabor, textura, estrutura e propriedades funcionais, al??m do seu potencial de envelhecimento (MATEUS, 2009; PERESTRELO et al., 2012). Neste contexto, o IPT ?? um par??metro importante para a compreens??o da qualidade geral dos vinhos, bem como do seu comportamento evolutivo ap??s o envase. Por outro lado, essas substancias est??o s??o fortemente influenciadas pelas condi????es dispon??veis nas diferentes regi??es vit??colas. As condi????es edafoclim??ticas presentes no Planalto Catarinense e dos Campos de Palmas permitem a obten????o de vinhos com caracter??sticas sensoriais pr??prias e capazes de expressar o ?terroir? regional. Tais condi????es, aliadas ?? excelente reputa????o dos produtos, tem sido alvo de a????es efetivas na busca da obten????o da Indica????o de Proced??ncia. As a????es em curso visam a prote????o das caracter??sticas dos produtos, bem como o desenvolvimento territorial da cadeia vitivin??cola do Estado. Os resultados a seguir apresentados referem-se a estudos realizados em vinhos tintos comerciais provenientes das regi??es de altitude de SC. O objetivo foi quantificar os ??ndices de polifen??is totais levando em conta o potencial para matura????o em madeira. Foram analisados 40 vinhos tintos, tranquilos, procedentes das safras entre 2010 e 2018 e elaborados com uvas provenientes dos Planaltos Catarinense e dos Campos de Palmas-SC. As variedades vinificadas foram ?Sangiovese?, ?Merlot?, ?Pinot Noir?, ?C. Sauvignon?, ?Montepulciano? al??m de cortes intervarietais entre ?C. Sauvignon? e ?Merlot?. Tamb??m foram estudadas variedades diversas que, nesse estudo foram identificadas como outras. O IPT foi determinado de acordo com o m??todo proposto por Singleton & Rossi, (1965), utilizando o reagente Folin-Ciocalteu. As concentra????es de polifen??is foram lidas em espectrofot??metro de UV/VIS na faixa espectral de 760 nm, quantificadas por meio de uma curva de calibra????o com ??cido g??lico e expressas em miligramas de Equivalente de ??cido G??lico por litro (mgEAG L-1). A ordena????o dos dados obtidos foi realizada com o aux??lio de planilhas Excel, sendo calculadas, para cada vari??vel, as m??dias e os desvios-padr??o amostrais. O valor m??dio do IPT das amostras avaliadas foi de 1.304,79 miligramas de equivalentes de ??cido g??lico por litro (mgEag/L-??). ?? importante referir que os vinhos apresentaram fortes varia????es entre si, o que pode ser verificado pelo c??lculo do desvio-padr??o que atingiu 227,77 mgEag/L-??. Entretanto, considerando que as amostras foram compostas por diferentes variedades e por distintos m??todos de elabora????o, esta varia????o ?? previs??vel e coerente. Felippeto et al. (2016) estudaram a composi????o fen??lica de vinhos ?Merlot? e ?C. Sauvignon? elaborados com uvas de cinco vinhedos comerciais da regi??o de S. Joaquim durante as safras de 2010 a 2013 e obtiveram resultados semelhantes. Entretanto, Welter et al. (2017) analisaram vinhos elaborados com uvas das regi??es de S??o Joaquim e Ca??ador, obtendo valores que alcan??aram 1.901,87 mgEag/L-1 e 2.019,68 mgEag/L-1 para ?Merlot? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente, bem como 2.123,13 mgEag/L-1 e 2.628,87 mgEag/L-1 para ?C. Sauvignon? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente. Os maiores ??ndices de polifen??is totais (IPT) foram observados nas variedades Montepulciano, 1.645,00 mgEag/L-1 e Merlot 1.470,00 mgEag/L-1 e, as menores nas variedades Pinot Noir, 1.050,99 mgEag/L-1 e Sangiovese (1.132,50 mgEag/L-1).De acordo com Rocha e Guerra, 2008, as quantidades de polifen??is nos vinhos dependem de particularidades multifatoriais, como as condi????es clim??ticas e atmosf??ricas, caracter??sticas dos de solos, variedade e m??todos de elabora????o de vinhos. A partir dos dados expostos, depreende-se que os vinhos elaborados nas regi??es de altitude de Santa Catarina apresentam adequados ??ndices de subst??ncias fen??licas, repercutindo nas suas performances sensoriais gerais, al??m de favorecer a conserva????o e a matura????o em barricas madeira, sem preju??zo da sua tipicidade. aantocianinas ataninos aVitivinicultura1 aCALIARI, V. tJornal da Fruta, Lages, p. 20, 2020.