04299naa a2200157 a 450000100080000000500110000800800410001910000190006024501050007926000090018452038380019365300150403165300180404665300160406477300610408011258712016-12-14 2016 bl uuuu u00u1 u #d1 aSUPLICY, F. M. aRealidade, oportunidades e entraves confrontados pela maricultura brasileira.h[electronic resource] c2016 aEmbora a aquicultura marinha esteja presente em maior ou menor grau em muitos estados costeiros do Brasil h?? mais de vinte anos, at?? a presente data a maricultura brasileira ainda n??o realizou seu potencial e toda a produ????o ?? proveniente apenas de pequenos produtores em com baixo n??vel de incorpora????o tecnol??gica e capacidade organizacional. Exceto pela presen??a de poucas empresas catarinenses, no Brasil a maricultura ainda ?? considerada como uma atividade de subsist??ncia. Os principais produtos da maricultura brasileira s??o os moluscos como mexilh??es (Perna perna) ostras (Crassostrea gigas, C. rhizophorae e C. gasar) e vieiras (Nodipecten nodosus). O desenvolvimento da malacocultura, como tamb??m ?? conhecida esta atividade, n??o ?? uniforme ao longo da costa brasileira e ?? altamente dependente da capacidade institucional das universidades e ag??ncias estaduais para promover e apoiar ativamente esta atividade. O Brasil tem uma longa curva de aprendizagem a percorrer na substitui????o dos m??todos rudimentares e informais de produ????o. Moderniza????es e atualiza????es tecnol??gicas, automatiza????es, m??todos menos intensivos em m??o de obra bra??al e de maior escala, como ocorreu na agricultura brasileira e na maricultura de outros pa??ses, s??o fundamentais para alavancar o setor. Tanto na produ????o de mexilh??es, principal produto da maricultura, como na produ????o de ostras, as t??cnicas de cultivo s??o artesanais e rudimentares com baixos ??ndices de produtividade. A piscicultura marinha ?? ainda incipiente, com apenas cinco pequenas fazendas produzindo bijupir?? (Rachycentrum canadum) na costa sudeste, com uma produ????o que n??o supera as 200 toneladas anuais. Embora iniciativas empresariais de cultivo j?? tenham sido realizadas em Pernambuco e S??o Paulo, a inexist??ncia de ra????o espec??fica para esta esp??cie tem sido um dos grandes limitadores de sua expans??o. Adicionalmente, aspectos sanit??rios ainda n??o est??o bem controlados no cultivo de bijupir??, com graves infesta????es de ectoparasitas helmintos Neobenedenia sp. associadas a infesta????es secund??rias por dinoflagelados Amyloodinium sp., que levam a grandes mortalidades nos cultivos. Al??m dos aspectos t??cnicos, a dificuldade de acesso aos recursos naturais tem sido um dos grandes entraves para a maricultura brasileira. Apesar dos esfor??os do governo federal para facilitar a concess??o de ??reas da Uni??o para a maricultura, na maior parte dos estados ?? praticamente imposs??vel a obten????o de licen??as ambientais, e esta dificuldade est?? geralmente relacionada ao desconhecimento desta atividade e ?? falta de capacidade institucional e humana nos ??rg??os estaduais de meio ambiente. Embora a maricultura ainda seja muito limitada no Brasil, nosso pa??s possui uma s??rie de caracter??sticas que o posicionam entre as na????es com maior potencial para desenvolvimento deste setor. No tocante ao poder p??blico, a aquicultura brasileira carece de uma boa governan??a do setor. O desafio da governan??a da aquicultura ?? o de assegurar que medidas corretas sejam implementadas para garantir a sustentabilidade ambiental, sem destruir a iniciativa empresarial e a harmonia social. Sem uma governan??a eficaz, haver?? m?? distribui????o de recursos e estagna????o, e isso afeta qualquer neg??cio, seja da aquicultura ou qualquer outro segmento. Apesar dos diversos entraves enfrentados pela maricultura, existem oportunidades interessantes para empreendedores dispostos a enfrentar os riscos e superar os entraves das turbulentas ??guas da maricultura brasileira. Seja na malacocultura ou na piscicultura marinha, at?? o momento ainda n??o surgiu no Brasil uma iniciativa empreendedora extremamente bem planejada, considerando todos os aspectos necess??rios para a obten????o do sucesso. aind??stria ainvestimentos amaricultura tRevista da ABCC, Natal, RNgv. 18, n. 2, p. 92-97, 2016.