06835naa a2200205 a 450000100080000000500110000800800410001910000160006024501770007626000090025352061080026265300250637065300270639565300220642265300280644470000260647270000130649870000170651177301010652811252732016-08-09 2016 bl uuuu u00u1 u #d1 aCOAN, B. P. aEtapas de implanta????o do Projeto de Recupera????o Ambiental do Campo Morozini, antiga ??rea de minera????o de carv??o a c??u aberto em Treviso -SC.h[electronic resource] c2016 aA explora????o do carv??o na bacia carbon??fera catarinense teve in??cio no fim do s??culo XIX com fins energ??ticos, abrangendo os munic??pios de Orleans, Lauro M??ller, Urussanga, Sider??polis, Crici??ma, I??ara, Maracaj??, Forquilhinha e Treviso. Com o in??cio da Primeira Guerra Mundial, propiciou-se o desenvolvimento de grandes empresas na regi??o, dentre elas a Companhia Carbon??fera Urussanga (1918) e at?? o final da Segunda Guerra Mundial, a Companhia Sider??rgica Nacional ? CSN (1946). Com a crise mundial do petr??leo em 1973, toda cadeia produtiva do carv??o foi favorecida, passando a contar com subs??dios do governo federal, como o Programa de Mobiliza????o Energ??tica ? PME, para mecaniza????o e a abertura de novas minas (GOMES et al., 2003). Em 1993, o Minist??rio P??blico Federal, atrav??s da Procuradoria da Rep??blica de Crici??ma instituiu uma A????o Civil P??blica (ACP) contra a Uni??o, o Estado de Santa Catarina e as empresas carbon??feras que atuaram na regi??o, reivindicando o resgate do passivo ambiental gerado por suas atividades. Em atendimento as responsabilidades estabelecidas nos autos desta ACP, em 2002 a CSN preparou um diagn??stico ambiental e um plano de recupera????o para a ??rea objeto deste trabalho, denominada Campo Morozini, localizada na cidade de Treviso/SC, impactada pela explora????o do carv??o a c??u aberto no per??odo de 1982 a 1989, sob execu????o da Carbon??fera Pr??spera S.A., incorporado posteriormente pela CSN. A camada de carv??o denominada de Barro Branco foi extra??da do local com aux??lio da Dragline Marion, que atingiu em suas escava????es 12 metros de profundidade m??dia do perfil do solo. Na d??cada de 1980, o m??todo de lavra corrente previa a invers??o das camadas do solo, depositando os horizontes superficiais no fundo das cavas exauridas e expondo ?? superf??cie as rochas que estavam associadas ao carv??o em profundidade IPAT (2006). Ap??s o encerramento das atividades mineiras, a ??rea foi abandonada com sua paisagem descaracterizada e diversos problemas ambientais como: focos de eros??o; solos desestruturados e ??cidos; baixa biodiversidade; baixa capacidade de reten????o de ??gua; ??guas superficiais e subterr??neas comprometidas. Este artigo tem como objetivo descrever as etapas desenvolvidas na implanta????o do Plano de Recupera????o de ??rea Degradada (PRAD) do Campo Morozini, situado no munic??pio de Treviso/SC, que passou pelo processo de implanta????o de obras ente junho de 2006 at?? setembro de 2014. No Campo Morozini a implanta????o do projeto de reabilita????o foi iniciada em junho de 2006 com: 1) Isolamento das fontes poluidoras. Neste caso, os rejeitos do beneficiamento de carv??o, ora encontrados espalhados em por????es distintas da ??rea, foram recolhidos e depositados em uma ?c??lula? geot??cnica, constru??da com fundo, laterais e cobertura em argila compactada (Figura 1a), objetivando isolar os materiais contaminantes do meio em que se encontravam, n??o permitindo seu contato com o oxig??nio e com as ??guas pluviais, evitando desse modo a gera????o de DAM (drenagem ??cida de mina); 2) Remodelamento topogr??fico do terreno, atrav??s do corte, aterro e retaludamento das pilhas de materiais est??reis e cavas. O relevo foi suavizado com baixa declividade, fazendo surgir uma nova paisagem levemente ondulada. Os perfis do terreno foram projetados visando uma r??pida condu????o das ??guas pluviais at?? sistemas de drenagem superficial; 3) Cobertura do est??reis e constru????o do novo solo com camadas de substrato argiloso de 0,50 m de espessura (Figura 1b). Sobre os est??reis houve aplica????o de calc??rio dolom??tico,com a finalidade de minimizar a acidez do substrato, diminuindo assim seu potencial de gera????o de DAM. Com o objetivo de criar um ?novo solo? a partir da argila depositada sobre os est??reis e para que esta suportasse a vegeta????o implantada, nutrientes foram incorporados ao seu perfil, sob a forma de fertilizantes org??nicos e minerais, complementando suas novas propriedades agron??micas; 4) Implanta????o de drenagem superficial do terreno, com capta????o e direcionamento do excesso h??drico pluvial aos cursos d????gua da regi??o atrav??s de terra??os em desn??vel, bacias de conten????o de sedimentos, escadarias de drenagem e canaletas, refor??ando a prote????o do solo constru??do sobre os est??reis dos efeitos erosivos das chuvas; 5) Revegeta????o com semeio de esp??cies herb??ceas e arb??reas nativas pioneiras e aplica????o concomitante de ?turfa ambiental?. Recomposi????o da mata ciliar com esp??cies arb??reas pioneiras, secund??rias e clim??cicas nativas, utilizando como apoio poleiros artificiais ?secos? e ?verdes? para atra????o da avifauna. Todas estas a????es mostraram-se bastante positivas (Figuras 1c e 1d), demonstrando que a a????o do homem pode contribuir em muito para a instala????o e acelera????o dos processos de reabilita????o da natureza nesse tipo de ambiente. (POLZ, 2008). ?? importante destacar que se verifica uma evolu????o significativa nas condi????es de qualidade ambiental no Campo Morozini, especialmente pela compet??ncia dos trabalhos executados. Onde anteriormente havia um ambiente extremamente dominado por fei????es erosivas sobre pilhas de est??reis desagregados ricos em sulfetos, hoje se tem uma paisagem disciplinada, em equil??brio com as ??reas de entorno, com topografia, taludes e drenagens estabilizados. ?? verificada a tend??ncia da melhoria da qualidade h??drica em todos os compartimentos ambientais avaliados (??guas superficiais, ??guas subterr??neas e sedimentos). Com a conclus??o das obras de remodelamento e implanta????o do sistema de drenagem superficial (e.g. canaletas, canais) possibilitou ao longo do tempo o reordenamento natural do fluxo das ??guas. Neste sentido, a import??ncia da continuidade dos programas de monitoramento ambiental, que por fim atestam a efic??cia dos trabalhos executados, comprovados por indicadores f??sico, qu??micos, bacteriol??gicos e de ecotoxicidade dos distintos corpos h??dricos que permeiam esta antiga ??rea minerada, hoje recuperada. aci??ncias ambientais aMinera????o do carv??o apassivo ambiental arecupera????o ambiental1 aSILVESTRINI, T. A. M.1 aPOLZ, J.1 aBACK, ??. J. tIn: REUNI??O DE ESTUDOS AMBIENTAIS, 6., 2016, Porto Alegre. Resumos... Porto Alegre: ABRH, 2016.