04867nam a2200157 a 450000100080000000500110000800800410001910000150006024500890007526000230016430000100018750000240019752044510022165300270467265300100469911248622016-02-18 2014 bl uuuu m 00u1 u #d1 aARAUJO, L. aHISTOPATHOLOGY OF MANGO - Ceratocystis fimbriata INTERACTION.h[electronic resource] aVi??osa: UFVc2014 a85 p. a(Tese de Doutorado) aA murcha de Ceratocystis, causada por Ceratocystis fimbriata, ?? uma das doen??as mais importantes que afetam a produ????o de manga no Brasil. Informa????es sobre o processo de infec????o de C. fimbriata nos tecidos do caule de diferentes cultivares de mangueira e os mecanismos de resist??ncia do hospedeiro contra a infec????o do pat??geno ?? pouco dispon??vel na literatura. Assim, o objetivo geral deste trabalho foi investigar por meio de cortes histopatol??gicos poss??veis mecanismos de defesa de diferentes cultivares de mangueira formados ap??s a infec????o de C. fimbriata. No primeiro estudo, investigou-se histopatologicamente o processo de infec????o de dois isolados de C. fimbriata (CEBS15 e MSAK16) em cinco cultivares de mangueira e para isso sec????es de caule, obtidas no ponto de inocula????o foram preparadas para observa????es histopatol??gicas em microscopia de luz. Os fatores cultivares de manga e isolados de C. fimbriata e suas intera????es foram significativos para todas as medidas de desenvolvimento da doen??a. Plantas das cultivares Espada, Haden e Palmer inoculadas com os dois isolados de C. fimbriata foram mais suscet??veis, enquanto que plantas das cultivares Tommy Atkins e Ub?? foram moderadamente resistentes e resistentes, respectivamente. Histopatologicamente os isolados f??ngicos colonizavam intensamente os tecidos do caule de plantas das cultivares suscet??veis Espada, Haden e Palmer, a partir do col??nquima e se moviam na dire????o ao par??nquima cortical, aos vasos do xilema e ao par??nquima medular. De modo contr??rio, nos tecidos do caule de plantas das cultivares resistentes Tommy Atkins e Ub??, muitas c??lulas reagiram ?? infec????o de C. fimbriata pela acumula????o de material amorfo que contribuiu para que muitas hifas f??ngicas aparecerem mortas. Os resultados do presente estudo indicam a import??ncia dos compostos fen??licos para resist??ncia de cultivares de manga contra a infec????o de C. fimbriata. No segundo estudo determinou-se a resposta de duas cultivares de manga, Ub?? (resistente) e Haden (suscet??vel), ?? infec????o por um isolado de C. fimbriata (MSAK16), examinando a ocorr??ncia de zonas de barreira e a acumula????o de elementos minerais e compostos fen??licos. Avaliou-se o progresso da doen??a nos tecidos do caule e as respostas histopatol??gicas de plantas inoculadas das cultivares Haden e Ub??. Sec????es viii do caule obtidas a partir dos pontos de inocula????o foram utilizadas para observa????o por microscopia de fluoresc??ncia, microscopia eletr??nica de varredura (MEV) associada ?? microan??lise de raios-X e microscopia eletr??nica de transmiss??o (TEM). Com base na evolu????o da doen??a a Haden foi mais suscet??vel ?? murcha do Ceratocystis, comparado a Ub??. Tecidos adjacentes ??s ??reas necr??ticas das sec????es de caule da Ub?? apresentavam maior autofluoresc??ncia que da Haden. De acordo com a microan??lise de raio-X, os picos e as deposi????es de enxofre (S) e c??lcio (Ca) nos tecidos do caule da Ub?? foram maiores que da Haden. Observa????es em MEV permitiram evidenciar abundantes hifas f??ngicas, clamid??sporos e estruturas semelhantes a perit??cio de C. fimbriata nos tecidos da Haden. Em contraste, as estruturas de C. fimbriata foram pouco observadas no tecido do caule da Ub??. Observa????es de TEM mostraram que hifas longas e grossas de C. fimbriata colonizavam as c??lulas de fibras e par??nquima, bem como os vasos do xilema dos tecidos de caule da Haden. Ao contr??rio na Ub?? as hifas f??ngicas eram delgadas e muitas vezes cercadas ou presas por material amorfo eletro denso, com muitas hifas com apar??ncia de morta. As paredes das c??lulas do par??nquima da Haden foram completamente degradadas pela coloniza????o de C. fimbriata, enquanto que as paredes das c??lulas do par??nquima da Ub?? raramente mostraram sinais de degrada????o, principalmente porque elas foram protegidas pelo ac??mulo de material amorfo. Na Haden, hifas penetraram na membrana da pontua????o, alcan??ando os vasos do xilema dos tecidos de caule sem impedimento aparente, enquanto que nos tecidos do caule da Uba, a penetra????o das hifas foi frequentemente impedida pela presen??a de material amorfo. Os resultados do presente estudo sugerem que as zonas da barreira associadas com dep??sitos de S e Ca, e ?? acumula????o de compostos fen??licos desempenham um papel essencial na resist??ncia da mangueira contra a infec????o de C. fimbriata. aCeratocystis fimbriata aMANGO