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| Registros recuperados : 333 | |
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Registro Completo
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Biblioteca(s): |
Epagri-Sede. |
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Data corrente: |
26/10/2020 |
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Data da última atualização: |
26/10/2020 |
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Tipo da produção científica: |
Artigo de Divulgação na Mídia |
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Autoria: |
FELIPPETO, J.; CALIARI, V. |
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Título: |
Indices de polifenóis totais de vinhos de altitude de sc: subsídios para a compreensão da tipicidade dos produtos. |
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Ano de publicação: |
2020 |
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Fonte/Imprenta: |
Jornal da Fruta, Lages, p. 20, 2020. |
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Idioma: |
Português |
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Conteúdo: |
O vinho é um produto com uma grande complexidade química e em progressiva evolução nos seus componentes, constituindo um real desafio para a comunidade científica, empresas e consumidores. De fato, as principais características sensoriais dos vinhos, como a cor, o sabor e o aroma, resultam da presença de inúmeros compostos orgânicos provenientes da uva e das suas dinâmicas químicas que se sucedem durante a elaboração e envelhecimento. Dentre as substâncias responsáveis pela intensidade sensorial e pela cor dos vinhos tintos, estão os polifenóis, uma classe de metabólitos localizados principalmente nas cascas e sementes. Altos valores do Índice de Polifenóis Totais (IPT) denotam vinhos qualitativamente superiores, evidenciando propriedades sensoriais como sabor, textura, estrutura e propriedades funcionais, além do seu potencial de envelhecimento (MATEUS, 2009; PERESTRELO et al., 2012). Neste contexto, o IPT é um parâmetro importante para a compreensão da qualidade geral dos vinhos, bem como do seu comportamento evolutivo após o envase. Por outro lado, essas substancias estão são fortemente influenciadas pelas condições disponíveis nas diferentes regiões vitícolas. As condições edafoclimáticas presentes no Planalto Catarinense e dos Campos de Palmas permitem a obtenção de vinhos com características sensoriais próprias e capazes de expressar o ?terroir? regional. Tais condições, aliadas à excelente reputação dos produtos, tem sido alvo de ações efetivas na busca da obtenção da Indicação de Procedência. As ações em curso visam a proteção das características dos produtos, bem como o desenvolvimento territorial da cadeia vitivinícola do Estado. Os resultados a seguir apresentados referem-se a estudos realizados em vinhos tintos comerciais provenientes das regiões de altitude de SC. O objetivo foi quantificar os índices de polifenóis totais levando em conta o potencial para maturação em madeira. Foram analisados 40 vinhos tintos, tranquilos, procedentes das safras entre 2010 e 2018 e elaborados com uvas provenientes dos Planaltos Catarinense e dos Campos de Palmas-SC. As variedades vinificadas foram ?Sangiovese?, ?Merlot?, ?Pinot Noir?, ?C. Sauvignon?, ?Montepulciano? além de cortes intervarietais entre ?C. Sauvignon? e ?Merlot?. Também foram estudadas variedades diversas que, nesse estudo foram identificadas como outras. O IPT foi determinado de acordo com o método proposto por Singleton & Rossi, (1965), utilizando o reagente Folin-Ciocalteu. As concentrações de polifenóis foram lidas em espectrofotômetro de UV/VIS na faixa espectral de 760 nm, quantificadas por meio de uma curva de calibração com ácido gálico e expressas em miligramas de Equivalente de Ácido Gálico por litro (mgEAG L-1). A ordenação dos dados obtidos foi realizada com o auxílio de planilhas Excel, sendo calculadas, para cada variável, as médias e os desvios-padrão amostrais. O valor médio do IPT das amostras avaliadas foi de 1.304,79 miligramas de equivalentes de ácido gálico por litro (mgEag/L-¹). É importante referir que os vinhos apresentaram fortes variações entre si, o que pode ser verificado pelo cálculo do desvio-padrão que atingiu 227,77 mgEag/L-¹. Entretanto, considerando que as amostras foram compostas por diferentes variedades e por distintos métodos de elaboração, esta variação é previsível e coerente. Felippeto et al. (2016) estudaram a composição fenólica de vinhos ?Merlot? e ?C. Sauvignon? elaborados com uvas de cinco vinhedos comerciais da região de S. Joaquim durante as safras de 2010 a 2013 e obtiveram resultados semelhantes. Entretanto, Welter et al. (2017) analisaram vinhos elaborados com uvas das regiões de São Joaquim e Caçador, obtendo valores que alcançaram 1.901,87 mgEag/L-1 e 2.019,68 mgEag/L-1 para ?Merlot? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente, bem como 2.123,13 mgEag/L-1 e 2.628,87 mgEag/L-1 para ?C. Sauvignon? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente. Os maiores índices de polifenóis totais (IPT) foram observados nas variedades Montepulciano, 1.645,00 mgEag/L-1 e Merlot 1.470,00 mgEag/L-1 e, as menores nas variedades Pinot Noir, 1.050,99 mgEag/L-1 e Sangiovese (1.132,50 mgEag/L-1).De acordo com Rocha e Guerra, 2008, as quantidades de polifenóis nos vinhos dependem de particularidades multifatoriais, como as condições climáticas e atmosféricas, características dos de solos, variedade e métodos de elaboração de vinhos. A partir dos dados expostos, depreende-se que os vinhos elaborados nas regiões de altitude de Santa Catarina apresentam adequados índices de substâncias fenólicas, repercutindo nas suas performances sensoriais gerais, além de favorecer a conservação e a maturação em barricas madeira, sem prejuízo da sua tipicidade. MenosO vinho é um produto com uma grande complexidade química e em progressiva evolução nos seus componentes, constituindo um real desafio para a comunidade científica, empresas e consumidores. De fato, as principais características sensoriais dos vinhos, como a cor, o sabor e o aroma, resultam da presença de inúmeros compostos orgânicos provenientes da uva e das suas dinâmicas químicas que se sucedem durante a elaboração e envelhecimento. Dentre as substâncias responsáveis pela intensidade sensorial e pela cor dos vinhos tintos, estão os polifenóis, uma classe de metabólitos localizados principalmente nas cascas e sementes. Altos valores do Índice de Polifenóis Totais (IPT) denotam vinhos qualitativamente superiores, evidenciando propriedades sensoriais como sabor, textura, estrutura e propriedades funcionais, além do seu potencial de envelhecimento (MATEUS, 2009; PERESTRELO et al., 2012). Neste contexto, o IPT é um parâmetro importante para a compreensão da qualidade geral dos vinhos, bem como do seu comportamento evolutivo após o envase. Por outro lado, essas substancias estão são fortemente influenciadas pelas condições disponíveis nas diferentes regiões vitícolas. As condições edafoclimáticas presentes no Planalto Catarinense e dos Campos de Palmas permitem a obtenção de vinhos com características sensoriais próprias e capazes de expressar o ?terroir? regional. Tais condições, aliadas à excelente reputação dos produtos, tem sido alvo de ações efetivas na busca da obtenção da... Mostrar Tudo |
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Palavras-Chave: |
antocianinas; taninos; Vitivinicultura. |
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Categoria do assunto: |
E Economia e Indústria Agrícola |
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URL: |
https://intranetdoc.epagri.sc.gov.br/producao_tecnico_cientifica/DOC_47243.pdf
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Marc: |
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Altos valores do Índice de Polifenóis Totais (IPT) denotam vinhos qualitativamente superiores, evidenciando propriedades sensoriais como sabor, textura, estrutura e propriedades funcionais, além do seu potencial de envelhecimento (MATEUS, 2009; PERESTRELO et al., 2012). Neste contexto, o IPT é um parâmetro importante para a compreensão da qualidade geral dos vinhos, bem como do seu comportamento evolutivo após o envase. Por outro lado, essas substancias estão são fortemente influenciadas pelas condições disponíveis nas diferentes regiões vitícolas. As condições edafoclimáticas presentes no Planalto Catarinense e dos Campos de Palmas permitem a obtenção de vinhos com características sensoriais próprias e capazes de expressar o ?terroir? regional. Tais condições, aliadas à excelente reputação dos produtos, tem sido alvo de ações efetivas na busca da obtenção da Indicação de Procedência. As ações em curso visam a proteção das características dos produtos, bem como o desenvolvimento territorial da cadeia vitivinícola do Estado. Os resultados a seguir apresentados referem-se a estudos realizados em vinhos tintos comerciais provenientes das regiões de altitude de SC. O objetivo foi quantificar os índices de polifenóis totais levando em conta o potencial para maturação em madeira. Foram analisados 40 vinhos tintos, tranquilos, procedentes das safras entre 2010 e 2018 e elaborados com uvas provenientes dos Planaltos Catarinense e dos Campos de Palmas-SC. As variedades vinificadas foram ?Sangiovese?, ?Merlot?, ?Pinot Noir?, ?C. Sauvignon?, ?Montepulciano? além de cortes intervarietais entre ?C. Sauvignon? e ?Merlot?. Também foram estudadas variedades diversas que, nesse estudo foram identificadas como outras. O IPT foi determinado de acordo com o método proposto por Singleton & Rossi, (1965), utilizando o reagente Folin-Ciocalteu. As concentrações de polifenóis foram lidas em espectrofotômetro de UV/VIS na faixa espectral de 760 nm, quantificadas por meio de uma curva de calibração com ácido gálico e expressas em miligramas de Equivalente de Ácido Gálico por litro (mgEAG L-1). A ordenação dos dados obtidos foi realizada com o auxílio de planilhas Excel, sendo calculadas, para cada variável, as médias e os desvios-padrão amostrais. O valor médio do IPT das amostras avaliadas foi de 1.304,79 miligramas de equivalentes de ácido gálico por litro (mgEag/L-¹). É importante referir que os vinhos apresentaram fortes variações entre si, o que pode ser verificado pelo cálculo do desvio-padrão que atingiu 227,77 mgEag/L-¹. Entretanto, considerando que as amostras foram compostas por diferentes variedades e por distintos métodos de elaboração, esta variação é previsível e coerente. Felippeto et al. (2016) estudaram a composição fenólica de vinhos ?Merlot? e ?C. Sauvignon? elaborados com uvas de cinco vinhedos comerciais da região de S. Joaquim durante as safras de 2010 a 2013 e obtiveram resultados semelhantes. Entretanto, Welter et al. (2017) analisaram vinhos elaborados com uvas das regiões de São Joaquim e Caçador, obtendo valores que alcançaram 1.901,87 mgEag/L-1 e 2.019,68 mgEag/L-1 para ?Merlot? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente, bem como 2.123,13 mgEag/L-1 e 2.628,87 mgEag/L-1 para ?C. Sauvignon? em Campo Belo do Sul e S. Joaquim, respectivamente. Os maiores índices de polifenóis totais (IPT) foram observados nas variedades Montepulciano, 1.645,00 mgEag/L-1 e Merlot 1.470,00 mgEag/L-1 e, as menores nas variedades Pinot Noir, 1.050,99 mgEag/L-1 e Sangiovese (1.132,50 mgEag/L-1).De acordo com Rocha e Guerra, 2008, as quantidades de polifenóis nos vinhos dependem de particularidades multifatoriais, como as condições climáticas e atmosféricas, características dos de solos, variedade e métodos de elaboração de vinhos. A partir dos dados expostos, depreende-se que os vinhos elaborados nas regiões de altitude de Santa Catarina apresentam adequados índices de substâncias fenólicas, repercutindo nas suas performances sensoriais gerais, além de favorecer a conservação e a maturação em barricas madeira, sem prejuízo da sua tipicidade. 653 $aantocianinas 653 $ataninos 653 $aVitivinicultura 700 1 $aCALIARI, V. 773 $tJornal da Fruta, Lages, p. 20, 2020.
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